quinta-feira, 20 de outubro de 2016

HÁ QUE SE DAR SENTIDO AO QUE SONHAMOS E FAZEMOS!

Muitas vezes, a base para o esgotamento não está na estrutura pessoal, mas na estrutura do sistema onde cada um trabalha.
Quantos de nós acabam ficando cansados porque as condições externas lhes tiram a possibilidade de influir no mundo em que vivem? Na empresa não conseguimos levar as ideias a efeito; na família sentimo-nos sem apoio; na sociedade não cremos que possamos atuar de algum modo. Sensações de impotência e vigilância crítica alheia levam ao cansaço. Isto provoca a perda do gosto pela luta, não fazendo mais sentido qualquer ação. Nós poderíamos nos dedicar e darmos tudo de nós em um projeto, mas se não pudermos opinar e sermos meros cumpridores das determinações de alguém, a força que aplicamos se perde; daí vem o cansaço.
Isso acontece em muitas empresas. Muitos funcionários sentem que não podem fazer a diferença, porque ninguém lhes pede opinião, só querendo que eles trabalhem. Mas, se o objetivo geral não é do conhecimento de todos, o cansaço toma conta do ambiente.
Outro fator que gera cansaço é a falta de sentido no que fazemos, o não sabermos para que serve ou a quem beneficia o nosso trabalho. Isso não se refere apenas aos produtos da empresa onde trabalhamos, mas ao trabalho em si. A falta de sentido naquilo que empreendemos tira o nosso ânimo. Entretanto, se vemos um sentido em nosso trabalho e em nossa vida, aí sim, somos motivados a nos dedicar ao máximo e dar o melhor de nós em qualquer projeto – profissional ou de vida.
Muitos acham que podem realizar seus objetivos por meio da força de vontade, mas em um determinado momento, sentem que até a vontade tem seus limites. Precisam de uma fonte interior, da qual absorvam energia. Esta força interior é a que nos alimenta. Quando absorvemos energia desta fonte, a vida flui e não nos esgotamos tão facilmente, pois esta fonte é Divina. Depois de um longo dia de intenso trabalho, é provável que eu esteja totalmente cansada, mas esse cansaço é bom, é o momento em que me sinto comigo mesma.


Precisamos de fontes internas e raízes fortes. Hoje é muito comum vivermos separados das nossas raízes, não vivendo em conexão com as raízes que nos foram transmitidas por nossos pais, avós e bisavós; desligamo-nos delas e só olhamos para o que está adiante. Seria muito bom reatar com as raízes...

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