domingo, 24 de novembro de 2013

“HÁ COISAS QUE NÃO PRECISAM SER FALADAS, POIS MESMO EM SILÊNCIO JÁ FORAM DITAS" (Airton Freire)


No acompanhamento dos pacientes ao longo de minha vida profissional, sem contar as inúmeras horas despendidas no trabalho, distante da família, pude presenciar e analisar situações difíceis que os acometem, ”minando” as forças e levando-os a silenciarem.

Sim, em muitas ocasiões – mais especificamente a doença – a dor, o sofrimento faz-nos calar, concentrar nossas forças (mesmo que pequenas) em busca de sossego, equilíbrio emocional e soluções de tratamento. O motivo para a ação consiste no saber das próprias limitações, da finitude do tempo e da possibilidade de ter um pouco mais de qualidade de vida por meio do tratamento (seja medicamentoso ou não).

Entretanto, há também um silêncio reparador: o silêncio da meditação, o silêncio da solidariedade, do apoio, da ajuda desinteressada, da relação médico-paciente, familiar-paciente ou até mesmo voluntário-paciente. Existem momentos em que não são necessárias palavras, e sim gestos, presteza no atendimento, cuidado com o ser humano à frente. É lembrar-se de quem nunca foi lembrado. Afinal, ele também é cidadão digno, merece respeito e tratamento completo.

No mundo de hoje, onde “reina” a verborreia e o palavrório, o silêncio torna-se imperativo para melhorar o raciocínio, orientar-nos na melhor conduta, para agirmos com retidão e moralidade.

É bom e muito salutar “praticar” este exercício que é o silêncio, para a liberdade interior, saúde mental, espiritual, além, é claro, de aprimorar o autoconhecimento. Assim, o silêncio “fala” por nós.

 

 

2 comentários:

  1. No silêncio há muitos significados.

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  2. Como eu costumo dizer: o silencio fala. E muitas vezes alto, em nossa mente, em nosso comportamento, e, consequentemente, em nossos resultados.

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